“Pai, vc me leva ao Barradão amanhã para eu ver o jogo do Vitória?”. O pedido da pequena Júlia, de 12 anos de idade, foi compartilhado nas redes sociais e comoveu os dirigentes.
O diretor social e ações comunitárias, Mário Bello, convidou os pais de Júlia e ela teve uma experiência inusitada. Não foi dia de jogo. Ela compareceu ao CT Manoel Pontes Tanajura em dia de treinamento e conheceu os jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes.
Ganhou camisa oficial, outros brindes que foram entregues pelos jogadores, e tirou fotos com todos eles, inclusive com o presidente Fábio Mota e o vice Djalma Abreu.
Júlia é portadora de Ataxia Espinocerebelar Tipo 7 (SCA7), uma doença genética rara e neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva da coordenação motora (ataxia) e perda visual severa devido à degeneração da retina. É causada por uma mutação no gene ATXN7.
“Existem vitórias que não aparecem no placar. Elas acontecem no coração. O Vitória deu a Julia muito mais do que uma visita ao estádio, deu uma lembrança que seguirá com ela e um sentimento que não conseguimos retribuir à altura. Obrigado por fazerem a nossa Júlia sorrir. Obrigado por mostrarem que o futebol também é amor, inclusão, respeito e esperança. Que Deus abençoe cada profissional do clube e cada torcedor que fez parte dessa corrente do bem. Hoje, nossa gratidão veste vermelho e preto. Com carinho e o coração agradecido. Família de Júlia”, escreveu o pai da pequena em uma carta aberta encaminhada ao EC Vitória e à Nação Rubro-Negra.